Irã e Marrocos estreiam na Copa da Rússia nesta sexta-feira (15), às 12h (pelo horário de Brasília). Engana-se quem acha que os destaques do grupo B ficam com Portugal e Espanha. Irã e Marrocos chegam à Rússia em busca do primeiro lugar da chave e prometem jogão de bola neste segundo dia do Mundial.
Confira cinco motivos para não perder nenhum lance da partida:
1) Dois times que foram muito bem nos amistosos
Estar em uma chave difícil, ao lado de Portugal e Espanha, foi um grande azar para Irã e Marrocos. As duas equipes foram muito bem nos amistosos preparatórios e teriam tudo para fazer um bom Mundial se o grupo B fosse um pouco mais fácil.
Somando amistosos e jogos de eliminatórias, o Marrocos não sabe o que é perder desde junho de 2017, quando foi superado por Camarões, nas eliminatórias para a Copa Africana de Nações. De lá para cá, foram nove jogos, sete vitórias e dois empates.
Já o Irã também possui uma campanha respeitável. Foram dez amistosos disputados antes da Copa do Mundo, com sete vitórias, um empate e apenas duas derrotas.
2) Duelo de duas grandes defesas
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O Marrocos não sofreu gols em nenhum dos seis jogos da fase final das eliminatórias africanas. Já nos cinco amistosos de 2018, foram apenas três gols concedidos em cinco partidas. Desde que o técnico Herve Renard assumiu, a boa defesa vem sendo uma característica. O grande líder defensivo é o capitão Mehdi Benatia, 31 anos, da Juventus.
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Já o Irã não fica atrás. A seleção persa sofreu apenas cinco gols em 12 jogos durante todas as eliminatórias. Já nos amistosos, foram seis gols tomados em dez partidas disputadas. O técnico Carlos Queiróz conseguiu montar um bom sistema defensivo, com a dupla de zaga Cheshmi e Pouraliganji, que são bem protegidos pelos laterais Rezaiean e Mohammadi e o volante Ezatolahi.
3) O Messi iraniano
Aos 23 anos, o atacante Sardar Azmoun, já foi chamado de "Messi iraniano" e também comparado a Ali Daei, maior craque da história do futebol do Irã, que jogou a Copa de 1998. Em 33 jogos pela seleção nacional, já balançou as redes 23 vezes. Atleta do Rubin Kazan, da Rússia, já atraiu o interesse da Lazio e pode receber uma proposta de um grande europeu nesta janela.
4) A ousada estratégia de ataque do Marrocos
Apesar de sofrer poucos gols, o Marrocos está longe de ser um time retranqueiro. Pelo contrário. O técnico Herve Renard costuma armar a equipe em um 4-3-3, com dois meias ofensivos (El Ahmadi e Belhanda), dois pontas agressivos (Ziyech e Amrabat) e um centroavante grandalhão (Boutaib). E, ainda por cima, o lateral-direito Dirar é um ponta-direita de origem.
Destaque para o ponta-direita Hakim Ziyech, de 25 anos, eleito o melhor jogador do Ajax e líder de assistências da Liga Holandesa. É um dos destaques do time.
5) A alta quantidade de goleadores no time do Irã
O Irã também é muito mais que uma boa defesa. Além de Sardar Azmoun, o time persa possui jogadores em boa fase no setor de ataque. O ponta-direita Alireza Jahanbakhsh, do AZ Alkmaar, marcou 21 gols em 33 jogos no Campeonato Holandês. Já o atacante Karim Ansarifard, do Olympiacos, anotou 17 gols em 25 jogos pelo Campeonato Grego. Acomodar os três juntos será um grande desafio para Carlos Queiroz.