
Kanye West (Ye) se tornou um dos assuntos mais comentados no X (antigo Twitter) após fazer uma série de publicações polêmicas que repercutiram na rede social. Nos posts, o rapper demonstrou apoio a Diddy, falou sobre o look transparente de sua esposa no Grammy e afirmou ser nazista.
O artista começou a publicar posts polêmicos na noite de quinta-feira (6) e manteve o ritmo nesta sexta (7).
Apoio a Diddy
Em uma das postagens, o rapper pediu que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, soltasse Sean "Diddy" Combs. Acusado de múltiplos crimes sexuais, o músico e empresário está preso desde setembro de 2024.
"@realDonaldTrump por favor liberte meu irmão Puff", escreveu Kanye na rede social, utilizando um dos apelidos do artista. Os dois músicos já trabalharam juntos e são amigos.
"Quem quer que esteja atrás de Puff, temos que descobrir exatamente quem eles são", afirmou em outra postagem.
O rapper também afirmou que pessoas brancas estão tentando usar Diddy para assustar pessoas negras, e que ele estaria sendo "feito de exemplo".
Além de defender o amigo, Kanye também anunciou uma colaboração entre a própria marca, Yeezy, com a Sean John, de Diddy. No site, estão disponíveis cinco camisetas.
Bianca Censori no Grammy

Kanye também falou sobre a roupa polêmica que a esposa, Bianca Censori, vestiu no Grammy. Na ocasião, a designer usava um vestido transparente que deixava o corpo quase inteiramente visível.
"Eu tenho domínio sobre minha esposa", escreveu. "As pessoas dizem que o look de tapete vermelho foi decisão dela e sim, eu não obrigo ela a fazer nada que ela não queira, mas ela definitivamente não conseguiria fazer aquilo sem minha aprovação", complementou.
Nazismo e críticas a judeus
Durante a onda de publicações, Kanye West criticou pessoas judias, dizendo que elas "odeiam pessoas brancas e usam pessoas negras". Ele também disse que judeus "abortam crianças negras de células-tronco" e forçam abortos em comunidades negras e latinas.
"Alguns dos meus melhores amigos são judeus e eu não confio em nenhum deles", escreveu. "Eu nem sei o que antissemita significa. É só uma bobagem que judeus inventaram para proteger as próprias bobagens", complementou.
Essas publicações tiveram as visualizações limitadas pelo X, por terem "possivelmente violado as regras contra discursos de ódio". Isso impede que usuários salvem o conteúdo ou o compartilhem.
O rapper também afirmou ser nazista e disse amar Hitler.
"Eu vou normalizar falar sobre Hitler da mesma forma que falar sobre matar pessoas negras foi normalizado", postou Kanye.
Ye também citou o gesto de Elon Musk durante a posse do presidente Donald Trump, em janeiro deste ano. O bilionário fez um movimento com as mãos acusado de ser uma saudação nazista por internautas.
"Elon roubou meu estilo nazista na inauguração. Ei, meu caro, arranje seu próprio terceiro trilho ("Third rail", em inglês, metáfora usada em situações políticas polêmicas, passíveis de retaliação)", escreveu West.
Outras falas polêmicas
Na série de postagens, Kanye também publicou afirmações de cunho sexista, antissemita e homofóbico. Essa não é a primeira vez que o rapper publica comentários de teor preconceituoso.
"Todas as pessoas brancas são racistas", escreveu, nesta sexta-feira (7).
Em 2022, Kanye teve sua conta no X banida por Elon Musk, bilionário proprietário da rede social, em função dessas afirmações. O perfil foi reativado em 2023.
Conforme o Wall Street Journal, Ye só voltou a ter acesso a plataforma "após Musk receber garantias de que não usaria a plataforma para compartilhar linguagem antissemita ou prejudicial".