
O príncipe Harry e a esposa, Meghan Markle, cortaram suas relação com quatro grandes tabloides britânicos, aos quais acusam de terem publicado histórias "tendenciosas, falsas e invasivas muito além do razoável".
Em uma dura carta dirigida aos editores do The Sun, Daily Mail, Mirror e Express, o casal anunciou que não haverá, da parte deles, "nenhuma colaboração" com estes veículos, informa o jornal The Guardian nesta segunda-feira (20).
"Com esta política, não se trata de evitar as críticas, nem de calar o debate público, ou censurar informações fielmente contrastadas", afirmam, de acordo com a carta, compartilhada no Twitter pelo especialista em mídia do Financial Times, Mark Di Stefano.
O neto da rainha Elizabeth II e sua esposa disseram não querer serem usados como "uma moeda em uma economia de 'clickbait' e distorção".
"O duque e a duquesa de Sussex viram as vidas de pessoas próximas - assim como de completos estranhos - totalmente destruídas apenas para que fofocas obscenas aumentassem a receita publicitária", diz um trecho publicado pelo The Guardian.
O casal ressalta que sua decisão não se refere a todos os veículos e que continuará trabalhando com os jornalistas.
Harry e Meghan anunciaram em janeiro seu desejo de se afastarem dos deveres reais e serem financeiramente independentes. Sua saída - apelidada de "Megxit" pela imprensa britânica - foi precedida de informações, segundo as quais Meghan não era feliz com a vida na realeza, e ambos se queixaram da invasão dos jornais.
Após uma breve passagem pelo Canadá, Harry e Meghan se instalaram na Califórnia no mês passado.