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Para espanto - e muitas críticas - da imprensa britânica que cobre a realeza do Reino Unido, Meghan Markle, duquesa de Sussex, não se restringe às atividades oficiais da casa real como mulher do príncipe Harry. A norte-americana, que tinha uma bem-sucedida carreira como atriz de TV antes de noivar com o segundo filho da princesa Diana, vem incomodando os conservadores e sendo alvo de críticas da imprensa do país.
Neste domingo, dia em que completa 38 anos, a última novidade é que ela estaria escrevendo seu primeiro livro infantil, segundo o jornal Daily Mail, provavelmente inspirado por uma de suas paixões: o resgate de cães. O casal adotou dois animais, um labrador e um beagle, e a duquesa foi fotografada em janeiro, quando ainda estava grávida, fazendo visita a um centro de resgates de cachorros no noroeste de Londres. A paixão é compartilhada com a Rainha Elisabeth, que já teve mais de 30 cães desde seus 18 anos.
Alvo constante da mídia britânica, tudo que a duquesa faz é motivo de escrutínio e debates. Confira outros casos que repercutiram na imprensa do país como quebra de protocolo ou fora dos padrões da monarquia:
Coleção de roupas
Na véspera de seu aniversário, Meghan anunciou uma parceria com a designer e amiga Misha Nonoo para criar uma coleção cápsula com opções de look clássicos para o ambiente de trabalho. A iniciativa tem a intenção de favorecer mulheres em situação de vulnerabilidade e que buscam emprego no Reino Unido, e tem apoio da varejista Marks & Spencer, a loja de departamento John Lewis & Partners e a marca Jigsaw. A cada peça comprada por uma cliente dessas lojas outra será doada à ONG Smart Works, da qual Meghan é patrona. A entidade oferece sessões individuais gratuitas de consultoria de estilo e doa um look completo para mulheres com entrevista de emprego marcada.
Editora convidada
Pela primeira vez em 103 anos de história, a revista Vogue, edição britânica, tem uma editora convidada. Ao invés de posar para a capa, Meghan escolheu 15 mulheres que, na sua visão, promovem mudanças positivas no mundo hoje. A seleção vai de Greta Thunberg, a estudante sueca de 16 anos e ativista do clima, até Jane Fonda, atriz de 81 anos. A capa da Vogue britânica está dividida em 16 quadros, um para cada uma das 15 mulheres escolhidas pela duquesa mais um 16º espaço que serve como uma espécie de espelho para refletir quem olha a revista. A ideia é incluir as leitoras nesta proposta de mudança por um mundo melhor.
Fotos vetadas em Wimbledon
Em julho, a duquesa foi no tradicional torneio de tênis Wimbledon, em Londres, e causou polêmica pelo fato de cerca de 40 lugares terem sido deixados vazios ao seu redor e uma equipe de segurança sentar por perto. Segundo o portal Daily Mail, os guarda-costas de Meghan teriam avisado aos fãs de tênis que eles não poderiam tirar fotos da duquesa para que ela pudesse "envolver-se com pessoas, ao invés de telefones e câmeras". A justificativa foi de que ela estava lá "a título pessoal e não institucional". No batizado do filho, Archie, Meghan e o príncipe Harry também mantiveram uma postura afastada da mídia. Não autorizaram a presença da imprensa e divulgaram nas redes sociais apenas duas fotos da cerimônia fechada.
Evitando Trump
Em 2016, a então atriz fez campanha contra Donald Trump e o chamou de "misógino". Ela disse na época que estava apoiando Hillary Clinton para o cargo de presidente dos Estados Unidos. Meghan também fez uma piada sobre ficar no Canadá caso Trump fosse eleito. Em junho, a rainha Elizabeth II recebeu o presidente dos Estados Unidos, em um jantar de Estado no Palácio de Buckingham e Meghan, uma vez que estava licença-maternidade após o nascimento de Archie, mas mesmo antes de ela dar à luz o bebê á se especulava que ela evitaria o encontro. Mais tarde, quando foi anunciada sua participação como a editora convidada da Vogue, os críticos afirmaram que a duquesa estava colaborando com a publicação desde a época em que Trump visitou o país, ou seja, escolheu em se envolver em uma iniciativa de interesse privado mesmo durante a licença-maternidade.
Fundação de caridade
Em junho, Meghan e Harry deixaram a iniciativa de caridade que dividiam com o duque e a duquesa de Cambridge, William e Kate Middleton , a Fundação Real, para estabelecer sua própria fundação. Em um comunicado, a instituição de caridade — que será renomeada Fundação Real do Duque e da Duquesa de Cambridge — disse que a decisão foi tomada após uma revisão de sua estrutura. No começo do ano, Meghan e Harry haviam deixarado o Palácio de Kensington, onde William e Kate moram com os filhos, nomearam um chefe de comunicações diferente e montaram sua própria conta no Instagram. Na época, foi especulado que seria mais um sinal de que rompimento na relação de Meghan e Kate.
Nascimento de Archie
Desde a decisão de realizar chá de bebê, algo que a realeza não faz, e a decoração do quarto do filho em um padrão cromático "sem gênero", isto é, sem associar cores de menino ou menina, a duquesa não seguiu os padrões esperados da casa real na chegada de um bebê. O casal também inovou na apresentação do filho, Archie, à imprensa, sem posar para a típica foto nas escadas do hospital com o bebê no colo, já que ela teve parto em casa - outra quebra de protocolo. Quando a imprensa foi recebida para a primeira foto, era o pai, e não a mãe, que segurava a criança, também contrariando a tradição da família real.