A propósito da crítica da coluna à CPI do Parcelamento dos Salários, o deputado Luiz Fernando Mainardi (PT) insiste na tese de que não falta dinheiro para pagar em dia:
— Há dinheiro, mas Sartori não paga para superdimensionar a crise, legitimar cortes e venda de patrimônio e ainda rebaixar o padrão reivindicatório.
Mainardi justifica essa tese lembrando que em 2014 a despesa com pessoal representou 74% da receita disponível para o Executivo. Em 2016, foi 71%:
— Como Tarso pagava em dia e Sartori não consegue? Isso que a CPI quer desvendar.
A conta do deputado Mainardi despreza um dado relevante: o governo Tarso Genro foi o que mais sacou depósitos judiciais. Foram R$ 5,6 bilhões em quatro anos.
Receita extra
Embora tenha assumido com a conta dos depósitos judiciais raspada, o governo Sartori ampliou o limite de saque para 95% do saldo e teve receitas extras que seus antecessores não tiveram:
1. Aumentou o ICMS a partir de 2015, com validade até 31 de dezembro de 2017.
2. Vendeu a folha de pagamento para o Banrisul em 2016 e arrecadou R$ 1,25 bilhão.
3. Não está pagando a dívida com a União, que consumia 13% da receita corrente líquida.
4. Antecipou créditos da GM.