
O volante Joelinton, que esteve mal nos dois jogos da Seleção Brasileira, não tem culpa dos repetidos fracassos do Brasil nas Eliminatórias. Ele virou uma espécie de símbolo do atual momento brasileiro por jogar em um clube médio da Inglaterra.
Nem Joelinton, nem o zagueiro Murillo. Assim como Raphinha e Vini Jr, que jogam nos poderosos Barcelona e Real Madrid. O problema vai além das peças. Ele é estrutural.
A Seleção Brasileira precisa recuperar o prestígio. E isso só vai acontecer quando tivermos um técnico do tamanho da Seleção. Não foi com Diniz, tampouco com Ramon Menezes. Não funcionou com Dorival e pouco mudaria com Renato. É urgente que esse nome seja de fora.
Ele precisa, além de ter tamanho e representatividade, trazer novos conceitos e perspectivas de futebol. O termo "estilo europeu", ainda que seja um tanto pejorativo por aqui, é urgente na Seleção Brasileira. Ancelotti, Guardiola, Mourinho, Klopp... Ou, numa prateleira abaixo, Jorge Jesus.
É claro que a CBF tem seus problemas. A cada ano que passa, a entidade que comanda o futebol brasileiro só perde credibilidade. Mas cogitar mudanças na ponta da pirâmide é uma utopia.
Portanto, que se mude o futebol e os conceitos, do técnico e dos diretores, para a construção de uma estrutura diferente. Neste momento, pouco importa se o jogador atua no Real Madrid, Newcastle ou no interior de São Paulo. É de conjunto, de respeito e de prestígio que a Seleção Brasileira precisa.