
A partir do dia 24 de março, o Theatro São Pedro, um dos mais tradicionais e queridos palcos gaúchos, fechará as portas. É por uma boa causa: por um ano e três meses, se as previsões se confirmarem, o prédio passará por obras destinadas a prevenção de incêndio e a melhorias na acessibilidade.
A reabertura deve ocorrer em 27 de junho de 2026, dia do aniversário de 168 anos da casa, inaugurada em 27 de junho de 1858. Até lá, toda a programação será acolhida pelo novo Teatro Simões Lopes Neto, no Multipalco Eva Sopher, com inauguração marcada para o próximo dia 27.
— Há 10 anos, o Ministério Público vinha solicitando ações de prevenção a incêndio. Depois da tragédia na boate Kiss e do fogo no Museu Nacional, no Rio, isso se tornou ainda mais urgente. Foi um longo processo até a contratação de uma empresa especializada, chancelada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Serão investidos R$ 20 milhões pelo governo do Estado, e nós cuidamos para que o fechamento do teatro ocorresse de forma paralela à abertura do Simões Lopes Neto — diz Antonio Hohlfeldt, presidente da Fundação Theatro São Pedro.
Hohlfeldt explica que a obra envolverá a substituição de todos os tecidos (inclusive a cortina do palco) por materiais antichamas e a pintura de madeiras com tintas resistentes a altas temperaturas, entre outras medidas.
Para melhorar o acesso de cadeirantes e pessoas com dificuldades de locomoção, será instalado um elevador junto à chapelaria, além de uma rampa na lateral do prédio. Os banheiros do térreo e do primeiro piso serão adaptados. Na plateia, haverá áreas para cadeirantes e poltronas para pessoas com obesidade.
— São alterações importantes e necessárias — destaca o presidente.
Concha acústica
Outra novidade prestes a ser anunciada é a instalação de teto retrátil na Concha Acústica, anfiteatro aberto que funciona do lado de fora do Theatro São Pedro.
— Assim que concluirmos a inauguração do Multipalco, com a abertura do Teatro Simões Lopes Neto, a secretária Bia Araujo já pediu aos arquitetos para que estudem esse tema. O Banrisul, por meio do presidente Fernando Lemos, já se colocou à disposição para apoiar a obra. Se tudo der certo, poderemos ter isso pronto, também, em 2026 — projeta Hohlfeldt.