
Indicador preferido da coluna no cálculo do PIB, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) teve o maior crescimento entre as variáveis consideradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto a economia avançou 3,4%, ele subiu 7,3%.
Mas o que este nome complicado contempla? Ele mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, ou seja, aqueles itens que servem para produzir outros. Basicamente estamos falando de máquinas, equipamentos e material de construção. Segundo o IBGE, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu tanto puxada por aumento da produção interna quanto da importação de bens de capital, além da expansão da construção e do desenvolvimento de software.
Ou seja, é nisso que as empresas estão investindo. E, por isso, a coluna gosta tanto desde indicador, pois ele aponta a tendência da economia. Sinaliza se a iniciativa privada pretende ampliar seus negócios, mesmo no cenário adverso de juro alto, que deixa o crédito mais caro.
E, agora, um olhar regional: a indústria gaúcha tem tradição na produção de bens de capital. Se conseguir ser competitiva com o produto internacional, pode enfrentar as importações.
Em tempo, apesar da desaceleração do PIB no quarto sobre o terceiro trimestre (para +0,2%), a FBCF ainda ficou acima (+0,4%).
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Guilherme Jacques (guilherme.jacques@rdgaucha.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
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