
Uma postagem no LinkedIn agitou o ambiente de negócios do Rio Grande do Sul, especialmente o de energia. Uma executiva chamada Shelka Marques, identificada como CEO da Energypro, "anunciou" na rede social a construção em Rio Grande, no sul do Estado, de um complexo de data centers com produção própria de energia eólica e de biomassa de casca de arroz, além do armazenamento em baterias. O investimento alto, de R$ 2,6 bilhões, seria com a parceria de europeus, diz ela, que vem fazendo postagens com anúncios de "megainvestimentos" também em outros Estados.
O mistério é que ninguém sabe do projeto, não há negociação nem pedido de licença algum em andamento. A coluna conversou com secretários e técnicos do governo do Estado e da prefeitura de Rio Grande, além de empresários do setor de energia e de data centers. Ninguém tem conhecimento.
Também tentou-se contato ao longo de todo o dia com a executiva ou com alguém da Energypro. Os telefones do site não funcionam e, aparentemente, os endereços estão desatualizados. Nos prédios onde dizem estar, ninguém sabe da empresa ou informam que já saiu há anos, como no escritório que tinham em Porto Alegre. O site diz que a empresa tem dezenas de projetos, mas não cita nenhum.
Colaborou Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Guilherme Jacques (guilherme.jacques@rdgaucha.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
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