
A expectativa pela viagem sonhada pode se tornar uma dor de cabeça com o golpe da obtenção de visto para os Estados Unidos. Em Porto Alegre, pelo menos 19 pessoas foram lesadas no esquema. Entre as vítimas está uma família de Osório, que perdeu R$ 2,5 mil na fraude.
Com destino à Disney, o pai, a mãe e o casal de filhos — de seis e 10 anos — planejaram a viagem desde julho do ano passado, para embarcar em fevereiro deste ano. Em outubro, o prazo ficou curto e, então, para facilitar o processo do visto, a agência de turismo pela qual estavam contratando os serviços indicou uma empresa que faz o processo de preenchimento dos formulários.
— Não é um procedimento difícil, mas a gente quer garantir, quer que tudo dê certo — relata o patriarca da família, sem querer se identificar.
Após repassar o valor do serviço para os quatro vistos, a data da primeira entrevista foi marcada pelos fraudadores para novembro. Porém, um dia antes, o consulado americano supostamente teria ligado para remarcar, sob a alegação de que o sistema estaria com problemas. A partir daí, a família viu o procedimento para adquirir o visto se tornar um problema, com uma série de datas remarcadas.
— Quando fevereiro se aproximou, comecei a não gostar da história. Pensamos em desistir, mas acabamos entrando em contato com outra empresa, mas fiquei com um pé atrás antes de desembolsar mais uma quantia — conta.
Para se certificarem, foram ao Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (Casv), onde foram informados de que o procedimento correto estava ocorrendo pela nova empresa contratada. A viagem ocorreu em fevereiro como esperado, mas, para as vítimas, segundo o pai, fica o questionamento que a situação deixou:
— Ainda tínhamos dinheiro para continuar a viagem, imagina quem não tem? É impressionante como tem gente que pode fazer isso.