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O Hospital da Restinga começou a atender os pacientes à meia noite desta terça-feira (1º). Durante a tarde, após 16 horas de funcionamento, havia pessoas esperando há até sete horas na emergência adulto. Nesse período, foram 170 atendimentos, dos quais 10 resultaram em internação. Desse total, foram 119 adultos e 51 crianças.
O paciente Luciano Gastão Pereira, de 39 anos, chegou ao hospital relatando tontura, mal estar e desmaios há três dias e ainda não havia recebido um diagnóstico, sete horas após chegar à unidade de saúde.
"Estou há três dias nessa maratona. Hoje cheguei aqui com todos os exames que me pediram, às oito horas da manhã e não fui atendido ainda. Agora veio uma médica e disse que perderam o nosso prontuário, de todos os que chegaram às oito horas da manhã e agora nem conversam mais com nós", relatou.
O superintedente do Hospital Moinhos de Vento, que administra a instituição da Restinga, garante que o prontuário do paciente não foi perdido. Conforme Fernando Torelly, o caso dele é de baixa complexidade. O superintedente destaca que a demanda do primeiro dia de funcionamento ficou acima do esperado.
"O que está acontecendo é que como estamos recebendo pacientes de maior gravidade, o tempo de demora dos pacientes de menor gravidade acaba aumentando. Estamos fazendo uma avaliação de todo esse período inicial da implantação do Hospital, para fazer as adequações, para que a gente possa atender as pessoas da melhor maneira possível", justificou.
O Hospital da Restinga abriu com 87 leitos, 25 na emergência e 62 de internação, com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na segunda fase de operação, a instituição terá 170 leitos.
A população beneficiada é estimada em 110 mil habitantes da Restinga, Lami, Lageado, Belém Novo, Ponta Grossa e Chapéu do Sol.