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Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, na manhã desta sexta-feira, o novo ministro da Educação e Cultura prometeu que o fim do Ministério da Cultura, e sua transformação em uma secretaria dentro da nova pasta, não vai trazer prejuízos aos investimentos na área.
– São áreas integradas, e é perfeitamente possível usar o orçamento da educação para potencializar a cultura. A decisão gerou dúvidas, mas na prática, o resultado final não vai trazer nenhum prejuízo. No caso da cultura, o orçamento preparado pelo governo Dilma para este ano já havia sido reduzido em 25%. Então a fusão destas duas áreas relevantes não significa que vá reduzir os recursos, muito pelo contrário – afirmou Mendonça Filho.
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Segundo ele, a equipe está começando um trabalho de reconhecimento da pasta para, em 30 dias, apresentar um planejamento no ano, com foco na educação básica, em que há "muitas obras lançadas pelo governo anterior paralisadas".
– Vamos tentar corrigir o necessário para que tenhamos na educação básica, com atenção especial para educação infantil – disse.
O orçamento previsto para 2016 será cumprido, afirmou, mas a etapa é de negociação com o ministério do Planejamento para "maximizá-lo". Mendonça Filho garantiu, ainda, que os programas da Educação serão mantidos, como o Fies, ainda que com mudanças:
– Vamos fazer com que o Fies siga sendo um instrumento importante para o acesso de milhares de pessoas à universidade. É um compromisso do nosso governo. Agora, todo programa permite que se faça uma avaliação permanente dele. O Fies não é um projeto pronto e acabado, permite aprimoramento. Mas garanto que não haverá mudanças que comprometam, o objetivo principal que é financiar a chegada à universidade.
Ouça a íntegra da entrevista:
* Rádio Gaúcha