Cerca de 500 prefeitos protestaram no Congresso Nacional contra a demora na votação da proposta que prevê 2% de aumento no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, diz que as prefeituras estão sendo prejudicadas e enfrentam sérios problemas financeiros. Segundo ele, o governo federal transfere gastos às prefeituras sem dizer de onde sairá o dinheiro para suprir a demanda. Ele cita como exemplo o reajuste de 19% no piso nacional do magistério, que caso entre em vigor em janeiro, pode provocar um rombo nos cofres municipais.
Após provocarem tumulto e serem impedidos de entrar no plenário da Câmara, os prefeitos foram recebidos pelo presidente da casa, Henrique Eduardo Alves. O deputado promete falar com a presidente Dilma Rousseff, que volta da África do Sul na quinta-feira (12), sobre os projetos em regime de urgência que trancam a pauta da casa, como o do marco civil da internet. Com a pauta trancada, projetos como a PEC reivindicada pelos prefeitos não podem ser votados.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, diz, no entanto, que o governo não vai recuar e manterá o regime de urgência dos projetos.