
Os 39 médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior que vão trabalhar no Rio Grande do Sul foram recebidos com flores, elogios, agradecimentos e comida típica do Brasil no Palácio Piratini. A música nativista de Pedro Ortaça embalou os profissionais após os discursos das autoridades. Apesar de não haver médico cubano ainda no Estado, a cônsul de Cuba no Rio Grande do Sul estava presente. Jovens com roupas do MST e bandeiras de Cuba faziam coro, aplaudindo os médicos estrangeiros.
Sobre as críticas das entidades médicas brasileiras aos profissionais de outros países, o governador Tarso Genro ressaltou: "Tenho certeza que é mais uma questão corporativa do que preconceito", disse Tarso.
Franciele é gaúcha de São Borja, formada em Medicina na Argentina.
"Estamos aqui para ajudar os carentes", destaca.
Irina é uruguaia, formada em Montevidéu.
"Sou casada com um brasileiro. Vou trabalhar na atenção básica", destaca.
Maria Guadalupe também é uruguaia.
"A saúde do Uruguai é parecida com a do Brasil. Não vou ter dificuldades", garante a médica.
O médico palestino Tariq é formado em Cuba.
"Quando eles (médicos brasileiros que criticam os estrangeiros) conhecerem nosso trabalho, vão que podemos trabalhar juntos", afirmou o palestino.
Os médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior que vão trabalhar no Rio Grande do Sul ainda têm de passar por duas semanas de treinamento. Junto com os brasileiros que aderiram ao Programa Mais Médicos do Governo Federal, o grupo vai trabalhar em 37 municípios gaúchos.