Os gastos com pessoal e encargos sociais são, de longe, os que consomem a maior fatia da arrecadação do Estado. Além disso, são despesas fixas, que, mesmo sem reajustes, aumentam ano a ano, por conta do crescimento vegetativo — decorrente de promoções obrigatórias e da reposição mínima de servidores que se aposentam. Não foi diferente nos últimos três governos com mandatos concluídos no Rio Grande do Sul — Germano Rigotto (MDB), Yeda Crusius (PSDB) e Tarso Genro (PT).
Elaborada a partir de um pedido de dados à Secretaria Estadual da Fazenda, a radiografia das finanças estaduais entre 2003 e 2014 contempla ainda desembolsos com saúde, educação e segurança e a relação entre despesas e receitas a cada quatro anos. Os resultados da atual administração, de José Ivo Sartori (MDB), não estão incluídos, porque o governo ainda está em andamento.
Em valores corrigidos, o maior dispêndio com pessoal foi registrado por Tarso Genro (PT). Também foi Tarso quem mais gastou com custeio. No caso dos investimentos, trata-se de uma das rubricas mais atingidas em situações de crise, pois é uma das poucas despesas não obrigatórias e que, portanto, podem ser cortadas. Isso explica, em parte, os valores ínfimos registrados entre 2003 e 2014.
O maior volume foi aplicado por Tarso, graças a empréstimos firmados com BNDES, BID e Banco Mundial. Desde então, o Estado não tem margem fiscal para novos financiamentos. Confira nos gráficos a seguir o percentual da Receita Corrente Líquida (RCL) destinado a cada área e os valores corrigidos destinados por governo.