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O Corpo de Bombeiros de Caxias do Sul deve receber nos próximos meses novos equipamentos para salvamentos em altura. São cordas, macas e outros itens que serão adquiridos com recursos do Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom). O processo de compra é realizado pela prefeitura, já que os recursos do fundo são recolhidos pelo Estado por meio de taxas de serviços dos Bombeiros e repassados aos municípios mediante convênio. O edital de licitação foi lançado ainda em março, mas o processo de compra ainda não foi finalizado. O valor do investimento varia de acordo com o equipamento.
Conforme o tenente-coronel Julimar Fortes Pinheiro, comandante do 5º Comando Regional de Bombeiros, parte dos equipamentos serão adquiridos para substituir os que estão em uso, enquanto outros não existem atualmente na corporação.
— Hoje tem como fazer salvamento em altura, mas estamos ampliando a capacidade. Temos uma cidade bastante vertical. Precisamos, quando acionados, dispor de equipamentos — explica.
A compra integra uma série de investimentos que começaram a ser encaminhados nos últimos meses e que devem resultar na melhoria da estrutura dos bombeiros na cidade. Para os próximos meses, por exemplo, também está prevista a renovação dos equipamentos de salvamento terrestre, melhorias na estrutura dos quartéis, a começar pelo do Centro, e implantação de sistema online para solicitação de Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI).
— São diversas aquisições que vão tornar o Corpo de Bombeiros ainda melhor tanto para o público interno quanto pela prestação de serviço — afirma Fortes.
Para os próximos meses, também está prevista a entrada em operação de um novo caminhão de combate a incêndio. O chassi foi adquirido em 2016, mas ainda não recebeu os equipamentos necessários e, por isso, não pode ser utilizado. O edital para que ele seja preparado ainda não foi lançado, mas a intenção é colocar o veículo em funcionamento até o fim do ano, embora isso dependa do andamento da licitação.
Quartel da Zona Norte
Embora haja previsão de investimentos nos quatro quartéis em operação em Caxias do Sul atualmente (Centro, Cruzeiro, Desvio Rizzo e Aeroporto Hugo Cantergiani), a unidade da zona norte, fechada desde 2017, demanda obras mais complexas para ser reativada. Uma reforma está no radar da corporação, mas a reabertura depende também da contratação de mais bombeiros e da compra de novos equipamentos. O atual efetivo não é suficiente para manter aberto nem mesmo as unidades do Cruzeiro e do Desvio Rizzo em tempo integral.
— Por conta de não termos uma condição de manter uma vigilância, o prédio tem várias avarias. Não tenho condições de absorver mais o quartel da zona norte. Estamos traçando estratégias para fazer a retomada daquela área — finaliza Fortes.