
Não está sendo fácil para o torcedor do Juventude decorar do 1 ao 11 quem são os titulares do time nestes dois primeiros meses de 2025. As lesões, as preservações e as escolhas do técnico Fábio Matias tem feito a equipe mudar de jogo a jogo.
O que, por vezes, deu certo e trouxe bons resultados, como quando o Alviverde ficou à frente do Grêmio na primeira fase do Campeonato Gaúcho, terminando com a segunda melhor campanha. E outras vezes não funcionou, quando o time perdeu a chance de terminar com a liderança geral da competição, evitando um enfrentamento com a dupla Gre-Nal na fase semifinal, além de passar o vexame de deixar a primeira fase na Copa do Brasil, para o Maringá, clube da Série C do Brasileiro.
No início do Estadual, Matias tinha dificuldades em encontrar a dupla de zaga, com as lesões de Adriano Martins, Cipriano e Wilker Ángel. O técnico apostou na improvisação do lateral Marcos Paulo ao lado de Abner e o time, defensivamente, encaixou. Mas o mesmo sucesso não aconteceu quando ele teve que deslocar Marcos Paulo ao lado esquerdo do campo, na ausência de Felipinho.
No entanto, o que mais gera desconforto na torcida são as constantes trocas do treinador na armação da equipe e do ataque.
No meio-campo, ora joga Mandaca, que Matias insiste em dizer que vê nele o potencial de um meia, e ora joga Jean Carlos, que melhor resposta deu, sobretudo com gols, mas que não consegue emendar mais do que dois jogos seguidos como titular.
— Teve um momento (contra o Maringá) que o Fábio tentou fazer o losango para tentar mudar o time, mas mesmo assim a gente não conseguiu produzir. E no final, quando ele voltou com os três atacantes foi onde a gente teve as melhores oportunidades do segundo tempo. Então, essa avaliação nós temos que fazer — comentou o vice de futebol alviverde, Almir Adami.
No setor ofensivo, quem mais rendeu pelos lados do campo foram Ênio e Batalla. Mas os dois só iniciaram juntos diante do Grêmio, no jogo de ida da semifinal do Gauchão, na Arena, quando o coletivo não teve um bom rendimento.
Na partida seguinte, em Maringá, Matias promoveu a entrada de Vitor Pernambuco, justamente num momento decisivo em que o clube, além de abandonar a Copa do Brasil precocemente, deixou também de receber mais de R$ 1,8 milhão, que seria importante para a busca de reforços visando a disputa do Brasileirão.
Provável time
A partir de agora, não resta outra alternativa ao técnico alviverde do que resolver suas incertezas ou mudar suas convicções a tempo de evitar a segunda eliminação seguida em uma semana. No sábado (1º), o Verdão precisa reverter a desvantagem de 2 a 1 diante do Grêmio, no Alfredo Jaconi se quiser sonhar em chegar à final do Estadual.
— Temos que achar forças e buscar essas alternativas de novo, entender o que a gente não produziu nos últimos jogos. Claro, tem algumas variáveis, o zagueiro Adriano Martins voltou agora, o Marcos Paulo teve que entrar numa lesão do Felipinho; são peças que acabam mudando e você tem que ter um pouquinho de entrosamento. E justamente nesses jogos fora, às vezes é complicado de você obter — avaliou Adami, que completou:
— Temos que ter calma nesse momento, entender o que está acontecendo e apoiar o máximo possível a comissão técnica e os atletas, para que no sábado a gente possa fazer um bom jogo contra o Grêmio.
O lateral-esquerdo Felipinho está se recuperando de dores no braço direito e tem chances de voltar. Já o centroavante Gilberto, que teve uma lesão na coxa, ainda segue como dúvida entre os relacionados. Um provável time do Ju teria: Gustavo; Ewerthon, Abner, Adriano Martins e Felipinho (Alan Ruschel); Giraldo, Jadson e Jean Carlos (Mandaca); Ênio, Batalla (Taliari) e Erick Farias.