
São 90 minutos e, em caso de vitória, no tempo normal ou nos pênaltis, uma bolada no caixa do Caxias. A partida contra o Dourados, no Estádio Douradão, no Mato Grosso do Sul, nesta quarta-feira (25), às 16h, vale muito mais do que trazer uma estabilidade ao ambiente grená.
O som do apito do árbitro Fabiano Monteiro dos Santos pode sinalizar o pix de R$ 1 milhão ao clube, com o avanço à segunda fase, ou um aumento de pressão da torcida sobre o técnico Luizinho Vieira. O jogo tem um peso diferente, que o camisa 10 Tomas Bastos reconhece:
— Eu vejo como uma responsabilidade, até porque temos muitos jogadores experientes, sabem como é a competição, já jogaram. Vemos os outros resultados que aconteceram, sempre jogos muito difíceis. Acho que a gente tem que ir lá com muita atenção, respeitar bastante o adversário e fazer um grande jogo — declarou o meia.
A vaga à segunda fase será decidida em jogo único. Não existe partida de volta. Por isso, quem vencer segue na Copa do Brasil. Quem perder, se despede. Em caso de empate, a decisão irá para os pênaltis. O meia grená admite a necessidade de ajustes na estratégia do time:
— Acho que vamos mudar a nossa estratégia. O mais importante é temos muitos atletas vindo do Departamento Médico para nos ajudar, isso nos fortalece muito. Vai ser difícil, mas eu acho que é cada um dar o seu melhor, focados. Não tem que pensar negativo, até pelo horário do jogo. Vai ser um horário meio diferente para nós — comentou Tomas Bastos.
"REFORÇOS"
Para a estreia na Copa do Brasil, o técnico Luizinho Vieira vai contar com três jogadores que não atuaram contra o Inter, na semifinal do Gauchão 2025. Estão à disposição o volante Pedro Cuiabá e os atacantes Gabriel Lima e Welder. Desses, a tendência é de que o volante comece a partida. Sobre o ataque existe a dúvida na utilização dos dois. Contra o Inter, o treinador optou por dois meias.
— Eu sempre procuro ajudar da melhor forma possível, independentemente da posição que eu estou dentro de campo. Acho que é você entender o jogo, buscar o "um, dois". Ter um Calyson também, que é um jogador bastante técnico, faz com que a gente se procure mais, para tentar dar o último passe para os atacantes, para a finalização — explicou Tomas Bastos.
O adversário, fundado em 2020, fará sua primeira partida na história da Copa do Brasil. Na equipe, dois nomes mais conhecidos do futebol gaúcho: o meia Diego Rosa, ex-Caxias e Juventude, e o atacante Gustavo Sapeka, com passagem pelo Esportivo.