O Exército israelense afirmou que alvejou militantes do Hamas em um bombardeio a um edifício da ONU no campo de refugiados de Jabalia nesta quarta-feira(2), que, segundo a Defesa Civil de Gaza, matou 19 pessoas, incluindo nove crianças.
Os militares disseram que atacaram os militantes em um "centro de controle que era utilizado para coordenar atividades terroristas". Também reconheceu à AFP que havia uma clínica da ONU no prédio.
O porta-voz da Defesa Civil de Gaza, Mahmoud Bassal, disse que dezenas ficaram feridos no ataque a "um edifício da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina) que abrigava uma clínica".
A UNRWA disse em um comunicado que o bombardeio atingiu "duas salas no primeiro andar de um centro de saúde" que foi destruído e estava sendo usado como abrigo para 160 famílias deslocadas.
O Exército israelense disse que o local era "usado pelo batalhão Jabalia do Hamas para planejar ataques terroristas" e acusou o grupo palestino de "usar a população civil como escudo humano".
O ministro das Relações Exteriores da Autoridade Palestina condenou o "massacre na clínica da UNRWA em Jabalia" e pediu "pressão internacional contundente" para deter a ofensiva israelense.
Israel bombardeou edifícios da UNRWA que abrigam deslocados em Gaza em diversas ocasiões.
Seu exército retomou os ataques aéreos no território palestino em 18 de março e, desde então, pelo menos 1.042 pessoas morreram em Gaza, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde do Hamas na terça-feira.
Um total de 50.399 pessoas morreram em Gaza desde o início da guerra desencadeada pelo ataque do Hamas em outubro de 2023, segundo dados do ministério, que as Nações Unidas consideram confiáveis.
* AFP