Os Estados Unidos e o Reino Unido vão alcançar um acordo comercial "muito bom", disse nesta quinta-feira (27) o presidente americano, Donald Trump, em coletiva de imprensa conjunta com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
"Vamos ter um acordo comercial muito bom, de uma forma ou de outra", disse Trump aos jornalistas em Washington.
"Vamos acabar com um acordo comercial muito bom para ambos os países, e estamos trabalhando nisso", acrescentou.
Em 2016, os políticos favoráveis ao Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, fizeram alarde da promessa de um acordo comercial com os Estados Unidos como um dos benefícios de se deixar o bloco regional. Porém, depois que a saída foi aprovada em referendo, o acordo não se concretizou.
Trump, autor de um livro intitulado "A arte da negociação", elogiou durante a coletiva as habilidades de negociação do ex-advogado de direitos humanos Starmer.
"É um negociador muito duro. Não estou seguro de que gosto disso, mas tudo bem", brincou o magnata.
Quando perguntado se Starmer tinha conseguido convencê-lo a abandonar a ameaça de tarifas, o presidente americano riu e disse: "Ele tentou. Está trabalhando duro, eu garanto."
Desde que assumiu o cargo há pouco mais de um mês, Trump ameaçou impor fortes tarifas aos parceiros com os quais os Estados Unidos têm um grande déficit comercial, incluindo União Europeia e China.
Os comentários de Trump sobre um acordo indicam que sua administração está ansiosa para retomar as conversas comerciais com o Reino Unido, que avançaram pouco durante o mandato de seu antecessor Joe Biden.
Starmer disse que teve uma "discussão produtiva" com Trump, e acrescentou que os Estados Unidos e o Reino Unido estão trabalhando em um novo "acordo econômico".
"Poderíamos muito bem terminar com um acordo comercial real no qual as tarifas não seriam necessárias", disse Trump aos jornalistas, e acrescentou que o pacto final poderia ser "realmente fantástico para os dois países".
Nesta quinta, Starmer defendeu a balança comercial britânica com os Estados Unidos, classificando-a de "justa, equilibrada e recíproca".
* AFP