O papa Francisco, internado há 15 dias devido a uma pneumonia bilateral, sofreu uma "crise" respiratória "isolada" nesta sexta-feira (28), anunciou o Vaticano, embora o pontífice tenha respondido bem à administração de ar e permanecido consciente.
"O Santo Padre foi rapidamente broncoaspirado e a ventilação mecânica não invasiva foi iniciada, com uma boa resposta à troca de gases", disse a Santa Sé em um comunicado sobre a crise que ocorreu "no início da tarde".
Francisco "permaneceu alerta e orientado o tempo todo", acrescentou o comunicado.
Este último boletim médico rompe com a tendência dos informes publicados nos últimos dias, nos quais a Santa Sé dizia que o pontífice estava "melhorando". Uma fonte do Vaticano disse nesta sexta-feira que Francisco havia saído do estado "crítico", embora ainda estivesse com prognóstico "reservado".
O líder espiritual de 1,4 bilhão de católicos no mundo foi internado no hospital Gemelli de Roma no dia 14 de fevereiro por uma bronquite, que evoluiu para uma dupla pneumonia.
Mas a preocupação aumentou no último fim de semana, quando Francisco sofreu um forte ataque de asma e precisou até mesmo de uma transfusão de sangue.
Esta internação, a quarta e mais longa desde 2021, aumenta a preocupação pelos problemas que debilitaram a saúde do papa nos últimos anos: operações no cólon e no abdômen, além de dificuldades para caminhar.
O novo problema de saúde também reabriu os questionamentos sobre a capacidade de Francisco desempenhar suas funções, especialmente porque o direito canônico não prevê nenhuma disposição em caso de um problema grave que possa afetar a lucidez do pontífice.
* AFP