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Autoridades de Israel e do Hamas disseram, nesta terça-feira (25), que chegaram a um acordo para trocar os corpos de reféns israelenses mortos pela libertação de centenas de prisioneiros palestinos, mantendo o frágil cessar-fogo intacto por pelo menos mais alguns dias.
Israel havia adiado a libertação de 600 prisioneiros palestinos desde sábado para protestar contra o que diz ser o tratamento cruel dos reféns durante sua libertação pelo Hamas.
O grupo militante afirmou que o atraso é uma "grave violação" do cessar-fogo e que as negociações sobre uma segunda fase não seriam possíveis até que eles fossem libertados.
O enviado da Casa Branca para o Oriente Médio, Steve Witkoff, disse que deseja que as partes iniciem negociações sobre a segunda fase, durante a qual todos os reféns restantes mantidos pelo Hamas deverão ser libertados e um fim para a guerra deverá ser negociado.
O cessar-fogo
Em 17 de janeiro, o governo de Israel aprovou o acordo para cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza. A medida ocorreu após votação do Conselho de Ministros, com 24 votos a favor e oito contrários. A ação ratificou o início da trégua e a libertação dos primeiros reféns por ambas as partes.
A negociação indicou, inicialmente, seis semanas sem conflitos, que serão dividas em três fases:
Primeira fase
Prevista para entrar em vigor no domingo, terá 42 dias de duração. É o primeiro momento de troca de reféns entre Israel e Hamas.
- Libertação gradual de 33 reféns capturados em Israel ao longo de um período de seis semanas, incluindo mulheres, crianças, idosos e civis feridos. Entre eles, estariam cinco soldados israelenses.
- Em troca, serão liberados 50 prisioneiros palestinos, incluindo 30 terroristas condenados que estão cumprindo penas perpétuas.
- Ao final da primeira fase, todos os reféns civis — vivos ou mortos — terão sido libertados.
- Forças israelenses devem se retirar dos centros populacionais de Gaza.
- Palestinos devem ser autorizados a começar a retornar para as suas casas no norte do enclave.
- Está previsto, ainda, um aumento na ajuda humanitária, com cerca de 600 caminhões entrando a cada dia no local.
Segunda fase
Os detalhes desta etapa do acordo ainda serão negociados no decorrer da primeira fase. Não há garantias documentadas de que o cessar-fogo irá persistir até que os termos da segunda fase sejam elaborados.
Terceira fase
Corpos dos reféns restantes seriam devolvidos em troca de um plano de reconstrução de três a cinco anos que seria executado em Gaza sob supervisão internacional.