A Ucrânia anunciou, nesta quarta-feira (14), que pretende criar uma "zona tampão" na região russa de Kursk, onde suas tropas lançaram uma incursão militar de grande escala em 6 de agosto, a fim de se protegerem dos bombardeios russos.
"A criação de uma zona tampão na região de Kursk é um passo para proteger nossas comunidades fronteiriças dos bombardeios hostis diários", escreveu no Telegram o ministro do Interior da Ucrânia, Igor Klymenko.
"Os habitantes das localidades situadas na zona da operação de defesa foram abandonados pela Rússia" e estão privados de "necessidades básicas", acrescentou.
O ministro especificou que Kiev preparava o envio de alimentos, água potável, medicamentos e produtos de higiene.
A vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, anunciou quase ao mesmo tempo que as tropas que entraram na região de Kursk facilitarão a retirada de civis para ambos os lados da fronteira.
"As nossas forças militares planejam (...) abrir corredores humanitários para a retirada de civis: tanto na direção da Rússia como da Ucrânia", declarou no Telegram.
A Ucrânia, confrontada com uma invasão russa há dois anos e meio, surpreendeu o seu inimigo ao lançar, em 6 de agosto, a maior incursão de um Exército estrangeiro em solo russo desde o final da Segunda Guerra Mundial.
O Exército russo, por sua vez, afirma quase diariamente que impediu os avanços das tropas ucranianas e o presidente, Vladimir Putin, ordenou às suas forças que "expulsem" as de Kiev.
Dezenas de milhares de pessoas se retiraram da área em ambos os lados da fronteira para evitar os combates.
* AFP