A Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) subseção Santa Maria divulgou, na tarde desta sexta-feira, um documento em que repudia o vazamento de gravações de telefonemas autorizadas no âmbito da Operação Lava-Jato. A nota oficial cita, entre essas gravações, aquelas que tornam públicos os diálogos entre advogados e seus clientes, o que não é permitido em lei.
"As notícias e declarações dando conta de a quebra de sigilo telefônicos de advogados de investigados, se comprovadas, constituem uma grave afronta à dignidade da justiça e à advocacia, como pilares de defesa do Estado Democrático de Direito. A violação de sigilo entre advogado e clientes deve ser veementemente repudiada, nos termos do art. 133 da Constituição da República Federativa do Brasil, devendo a Ordem dos Advogados do Brasil tomar todas as medidas cabíveis para a apuração e sanção de tais arbitrariedades, zelando pela liberdade e autonomia da advocacia como instituição essencial à administração da justiça", diz um dos trechos.
Em outra parte, a CDH defende o direito à livre manifestação dos cidadãos e pede que as forças policiais preservem a integridade física dos manifestantes. Confira no link abaixo a íntegra do documento.