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Realizada no primeiro semestre de 2015 a pedido da Associação Nacional de Jornais (ANJ), pesquisa inédita no país indica que, em média, 5,74 milhões de leitores acessam todos os meses o conteúdo produzido por Zero Hora via aparelhos móveis, internet e versão impressa.
Chamado de Métrica Única de Audiência, o relatório cruza dados de três fontes diferentes para apontar o alcance total de cada jornal do Brasil, não importando a plataforma e descontando as sobreposições.
O levantamento mostra ZH como o jornal mais lido da Região Sul e em quarto lugar no ranking nacional, atrás apenas de Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo, todos do eixo Rio-São Paulo.
- Mais do que a força da marca, o resultado demonstra a qualidade, a credibilidade e a relevância do jornalismo que produzimos para o Estado e para o país - afirma Andiara Petterle, vice-presidente de Jornais e Mídias Digitais do Grupo RBS (leia entrevista abaixo).
ZH também é líder entre os Estados do sul do país em engajamento com os leitores nas redes sociais, com mais de 1,7 milhão de curtidores no Facebook e 600 mil seguidores no Twitter.
Para chegar à nova metodologia, o ponto de partida do trabalho foi a pesquisa Estudo Geral de Meios (EGM), realizada regularmente pela Ipsos e que mostra quantas pessoas leem jornais impressos nas principais regiões metropolitanas do país.
Juntaram-se a esse universo de leitores os dados de audiência do Media Metrix, da empresa comScore, a preferida no mercado brasileiro para avaliação das marcas de mídia na internet. Foram utilizados ainda a base de dados do Instituto Ipsos e os números do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), que audita a circulação impressa dos jornais e também a audiência na internet.
Metodologia do estudo é pioneira na América Latina
Modelos semelhantes vêm surgindo em uma dezena de países, como Estados Unidos e Espanha, para potencializar a percepção de que o jornal transcendeu o papel e vai muito além de uma mídia impressa. Na América Latina, a iniciativa é pioneira. A prática também deve ser estendida em breve para as revistas.
Segundo o diretor-geral da Ipsos Connect, Flávio Ferrari, existe uma negociação avançada com a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) para se utilizar a mesma métrica para medir a audiência das publicações.
ENTREVISTA
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Andiara Petterle
Vice-presidente de Jornais e Mídias Digitais do Grupo RBS
Por que a métrica única de audiência representa um avanço?
O mundo mudou. Hoje as pessoas não consomem informação apenas no papel, mas nas mais variadas plataformas, diversas vezes por dia. Anos atrás, a única métrica utilizada para medir audiência era o número de jornais impressos, o que dava uma inferência de leitura, mas ainda havia uma lacuna na medição do alcance de consumo das marcas. Além de ser de fácil compreensão, o levantamento traz informações mais precisas.
O levantamento aponta que ZH figura entre os jornais mais lidos do Brasil e alcança mais da metade da população do RS. O que isso representa?
O resultado mostra a relevância do jornal no país e, principalmente, a importância que a marca tem para o Rio Grande do Sul, o Estado que proporcionalmente mais consome jornal no país e que mais vê credibilidade nesta mídia. Além disso, demonstra a qualidade do jornalismo que produzimos.
O contato com os leitores nas redes sociais é intenso?
Muito. A população do Rio Grande do Sul é de 11 milhões de pessoas e estima-se que pelo menos 8 milhões tenham acesso à internet. No Facebook, temos mais de 1,7 milhão de "curtidores", ou seja, um em cada cinco gaúchos curte a nossa página. Acessa nosso conteúdo também por lá. Isso é muita coisa. O mesmo ocorre no Twitter e nos aplicativos, o que mostra força da marca também entre o público mais jovem.
A ideia é continuar investindo em vídeos?
Cada plataforma tem uma vocação. Da mesma maneira que o diferencial da versão impressa é a profundidade e da internet é o breaking news, o mobile pede a presença de textos mais curtos e vídeos. O crescimento de acessos por esse meio e a audiência dos nossos vídeos mostram isso.
O que podemos esperar de novidades?
Continuamos apostando em inovação. Em novembro, duas novidades pioneiras no país devem ser apresentadas aos leitores de ZH. São avanços que permitirão mais interatividade com o conteúdo produzido.