
Mesmo antes de ser disputado, o Gre-Nal da próxima quarta-feira (5) já está na história. Afinal, a partida definirá o campeão do segundo turno do Gauchão e irá dar ao vencedor o direito de disputa do título estadual. Além disso, colocará alguns tabus em jogo, como a invencibilidade gremista de oito partidas, a busca de Eduardo Coudet por sua primeira vitória no clássico, de Paolo Guerrero pelo primeiro gol diante do maior rival e o longo período de seis anos e quatro meses sem uma vitória do Inter na casa gremista.
Os números dos últimos anos são totalmente favoráveis ao Grêmio, mas isso é algo que parece não ser motivo de preocupação para os jogadores do Inter, como deixou claro o meia-atacante Thiago Galhardo, que concedeu entrevista coletiva virtual na tarde desta segunda-feira (3).
— Os tabus foram feitos para ser quebrados. Quando você está muito tempo sem vencer, está mais próximo de quebrar do que permanecer — disse o autor de cinco gols e cinco assistência na temporada.
Sobre o fato de ter enfrentado o rival em três partidas no ano e não ter vencido, Galhardo afirmou que foram partidas que apresentaram componentes nada comuns.
— Foram jogos atípicos. No primeiro teve uma expulsão rápida (Musto), algo que acontece uma vez a cada cem jogos, como foi a confusão na Arena. Para vencer é manter o que viemos fazendo, não mudar nada, esse é o segredo. Até porque fizemos uma baita partida e se tivesse que ter um vencedor naquele jogo (Libertadores), com certeza seríamos nós — avaliou o jogador, que recentemente completou 31 anos.
Nos últimos jogos, contra Aimoré e Esportivo, ele formou parceria de ataque com Guerrero. O peruano já disputou seis Gre-Nais e ainda não marcou gols. Mas segundo Galhardo, isso não é motivo para deixar o peruano ansioso.
— Jogamos o Gre-Nal da Libertadores juntos e criamos oportunidades. Às vezes ficamos marcados e criamos para os outros companheiros. Naquele jogo, o Boschilia teve duas chances, o Edenilson chutou uma na trave. O Guerrero é um jogador experiente e não está ansioso com isso. Obviamente que quer fazer gols em clássico, ainda mais sendo uma final. Mas quanto mais tempo vocês está sem ganhar, sem fazer gol, mais próximo está de isso acontecer na próxima partida. Perdemos duas vezes para o rival esse ano, mas perdemos na hora que podíamos perder — afirmou.
Mesmo que só tenha participado de dois clássicos esse ano, a semifinal do primeiro turno do Gauchão e a partida da fase de grupos da Libertadores na Arena, Thiago Galhardo acredita que a forma de jogar da equipe não deve ser alterada, mesmo que o time não tenha marcado gols no maior rival:
— Ficar sem marcar é ruim, até pela forma como o Chacho joga. Mas nós criamos, especialmente no Gre-Nal da Libertadores, mesmo no campo deles, com a torcida deles. As coisas vão sair ao natural. Nos dois primeiros jogos, os campos estavam muito abaixo do que treinamos. E nos dois em que tivemos campo bom jogamos, fizemos o que o Chacho treina há meses. Obviamente que por ser mando deles, eles têm uma pequena vantagem. Mas o Chacho nos pede para jogar igual, independentemente de ser em casa ou fora. E conseguimos isso, porque em todos os jogos tivemos a posse de bola e o número de finalizações maior. Vamos em busca do gol para sairmos campeões.