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Depois de mais de cinco anos sem lojas físicas no Rio Grande do Sul, as Casas Bahia estão de volta. Um dos novos pontos de venda já está recebendo os últimos retoques em Cachoeirinha, na Região Metropolitana. O grupo Via Varejo, que inclui a rede Ponto Frio, ainda não confirma o retorno, mas fontes ligadas ao varejo nacional já conhecem inclusive parte da estratégia de reinserção no Estado. No ano em que a renda do brasileiro encurtou, a bandeira mais identificada com preços baixos vai ocupar os espaços do Ponto Frio em lojas de rua. Isso não deve se limitar à Grande Porto Alegre, será aplicado também em muitas cidades do interior.
Especialistas avaliam que a volta da Casas Bahia ao Estado é boa para o consumidor, porque aumenta a concorrência entre as lojas, especialmente de móveis. Em um momento em que a disponibilidade de renda diminuiu, tanto pelo aumento da inflação, que reduz o poder de compra, quanto pelo maior comprometimento do orçamento com aumentos como os da conta de luz e de combustíveis, pode ser uma contribuição importante.
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A maior força da Casas Bahia, avalia quem conhece bem a gigante nacional e os concorrentes locais, é no segmento de móveis. Então, as redes regionais mais focadas em eletrodomésticos devem enfrentar bem a concorrência, mas a volta pode fragilizar as mais dependentes desse tipo de produto.
Em dezembro de 2009, a Casas Bahia havia fechado suas últimas lojas físicas no Rio Grande do Sul. A aventura gaúcha havia durado cinco anos. As primeiras haviam sido abertas em 2004, mas a dificuldade de ganhar espaço no Rio Grande do Sul fez com que o processo de fechamento de unidades começasse apenas dois anos depois, em 2006, quando havia 28 unidades em 19 municípios. A meta de atingir 30 pontos de venda, prevista na chegada ao Estado, nunca foi cumprida.
Peculiaridades estaduais, como a falta de hábito dos gaúchos de quitar a compra em grande número de parcelas - característica da rede fundada por Samuel Klein - estavam entre as explicações para o fracasso da primeira tentativa. Varejistas gaúchos preveem que, desta vez, a rede não vai querer repetir os erros, e deverá ter uma estratégia mais localizada e adaptada à cultura local.
Um empresário local considerava "inevitável" a volta da Casas Bahia, que não podia ficar mais tempo fora de um mercado tão importante quanto o Rio Grande do Sul. Na época do fechamento, a decisão havia sido caracterizada por especialista em varejo como um "recuo estratégico". Mas analistas apontam que há risco na estratégia de substituir as unidades da Ponto Frio, especialmente no Interior, porque os consumidores locais podem ter identidade com a atual bandeira e não com a rede mais popular.
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