A rainha Elizabeth II, de 95 anos, retornou ao trabalho nesta terça-feira (15), em uma reunião com os embaixadores da Espanha e da Estônia por videoconferência. São seus primeiros compromissos oficiais desde que surgiram, na semana passada, temores de que ela pudesse ter contraído o coronavírus de seu filho Charles.
O príncipe de Gales, de 73 anos, herdeiro do trono, testou positivo para covid-19 pela segunda vez na última quinta-feira, dois dias depois de se encontrar com a monarca no Castelo de Windsor, cerca de 40 quilômetros a oeste de Londres. Sua esposa, Camila Parker-Bowles, também testou positivo logo depois e o casal está em quarentena desde então, de acordo com seu serviço de imprensa.
O Palácio de Buckingham não especificou se a rainha foi testada para covid-19.
Na terça-feira, Elizabeth II - que celebrou seu 70º ano de reinado este mês - realizou duas audiências virtuais de Windsor com José Pascual Marco Martínez e Viljar Lubi, recentemente nomeados embaixadores da Espanha e da Estônia, respectivamente.
Cuidados com a saúde da rainha
A rainha, que se mudou para Windsor no início da pandemia em março de 2020, sofreu um enfraquecimento de sua saúde há alguns meses e os médicos recomendaram que ela reduzisse sua atividade até então intensa.
A casa real britânica foi acusada de falta de transparência quando, em outubro, foi forçada por vazamentos de imprensa a confirmar que a soberana havia passado uma noite no hospital para se submeter a "testes".
O palácio anunciou recentemente a retomada das atividades públicas da rainha, que deve participar de uma recepção diplomática em Windsor em 2 de março, uma cerimônia da Commonwealth em 14 de março e um serviço na abadia de Westminster em 29 de março, em memória do príncipe Philip, seu marido, que morreu no ano passado.
No início de junho, estão previstos quatro dias de celebrações nacionais para comemorar o Jubileu de Platina, os 70 anos de Elizabeth II no trono.