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Talvez você já tenha passado por esta situação: adepta de uma alimentação saudável ou recém iniciada em alguma dieta, passa a consumir mais frutas no cardápio. Uma destas frutas, porém, pode ter um efeito diferente em algumas pessoas: em vez de matar a fome, aumenta a vontade de comer logo após a ingestão. Verdade ou mentira?
– Verdade. Frutas como a maçã têm digestão muito fácil e rápida, isso faz com que a sensação de fome apareça logo em seguida – explica a nutricionista Fabiane Pintos Hertel.
Mas por que isso acontece?
Quando o corpo recebe um alimento, ele libera insulina, auxiliando a entrada de glicose nas células para que estas produzam energia. O problema é que a maçã deixa "sobrar" insulina no sangue. Então, esse excesso vai procurando mais glicose para levar para dentro das células. Dessa forma, irá causar hipoglicemia ao detectar a baixa glicemia o cérebro vai mandar um recado ao corpo sob forma de fome.
– Apesar dessa sensação de fome após o consumo ser mais comum com a maçã, isso pode acontecer com qualquer outra fruta ou alimento de digestão fácil e rápida – cita a nutricionista Renata Selbach Pons.
Tem solução?
A dica para obter saciedade por mais tempo é consumir a maçã acompanhada de algum alimento fonte de proteína, gordura ou fibra, pois esses nutrientes são digeridos mais lentamente pelo nosso organismo e irão retardar o esvaziamento gástrico dessa refeição. As nutricionistas Fabiane Hertel e Renata Pons indicam as seguintes combinações: maçã com iogurte natural, maçã com oleaginosas e maçã com aveia e granola ou semente de chia. Isso lentifica o processo de digestão.
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Mas não deixe de comer maçã por causa disso!
– A maçã tem excelente valor nutritivo, e seu consumo pode trazer diversos benefícios à saúde. Estudos recentes têm identificado associações entre o consumo frequente de maçã e o risco reduzido do desenvolvimento de doenças, como doença cardiovascular e câncer – informa Renata Pons.
É fonte de vitaminas (principalmente A, C e E, com função antioxidante), minerais (potássio e fósforo), fibras (pectina) e compostos bioativos (polifenois). E mais: a casca da maçã tem um componente chamado ácido ursólico, um composto com propriedades anti-inflamatórias, antivirais e antibacterianas.
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