
O que mais me chama atenção na verdadeira "roubalheira" que vitimou o Grêmio no Morumbi são os critérios do VAR, que muita gente saudou como a solução, ou perto disso, dos problemas da arbitragem no futebol. Continuamos na mão de humanos, continuamos nas soluções subjetivas dos lances através dos árbitros e dos responsáveis pela tecnologia.
E aí vem um caminhão de trapalhadas. O pior de tudo aconteceu neste jogo, contra o São Paulo: dois lances no ataque gremista. No primeiro, ainda havia alguma dúvida quanto ao local e a falta sobre Pepê. Mas, existindo fortes dúvidas, por que não acionar o VAR? Por que o árbitro Rafael Traci não foi ao monitor? Quais são os critérios?
No lance de Geromel no segundo tempo, o maior escândalo do futebol brasileiro. Um lance que nem precisa de tecnologia. Mas, uma vez não tendo sido visto pelo árbitro de campo, por que o VAR não quis chamar o apitador e este ir até o monitor para conferir?
Claro que esta tecnologia tirou a graça do futebol. O torcedor não sabe mais se festeja o gol na hora que ele acontece ou depois da revisão do VAR. O jogo fica parado por alguns minutos, tirando o andamento da partida, o árbitro coloca a mão no ouvido, afasta jogadores que tendem a reclamar, vai até o monitor, e chegamos a ver lances parados por até cinco minutos. Nada mais chato do que isso.
Até mesmo a perfeição tecnológica chega a me irritar. Um ombro ou uma unha comprida anula um gol. É uma preciosidade que tira muito da graça do jogo. Mas isto, enfim, faz parte da lei. No entanto, ouso afirmar que nada é mais chato em um jogo de futebol do que esta tecnologia.
As pessoas que a defendem dizem que na Europa funciona bem. Aqui, é um desastre. Poderia trazer muitos exemplos, mas o jogo do Morumbi é o modelo perfeito da imperfeição na busca da perfeição. E dá para lembrar ainda do maldoso lance do jogador Daniel Alves, que atingiu Luís Fernando e que poderia ter tido revisão do VAR. Mas como ele estava pronto para demonstrar suas dificuldades nesta noite trágica do Morumbi, também aí ficou inerte.
Eu nunca gostei desta busca de perfeição, que mais complica do que resolve e chateia a todos.