Aos poucos, o cenário do Cais Mauá, na orla do Guaíba, está mudando. As obras do projeto Embarcadero estão em execução mesmo em meio à pandemia.
Alguns serviços importantes, e que pouco aparecem, já foram finalizados como a instalação da rede hidrossanitária, fluvial e parte da rede elétrica. A concretagem onde será a área de lanches, a estrutura do local dos restaurantes, o reforço da estrutura do armazém A-7 e a reforma do telhado do pavilhão também estão na relação da parte da obra concluída.
O foco agora é o paisagismo. É a partir desta etapa que, de fato, a área de 19 mil metros quadrados ganhará uma nova cara, entre a Usina do Gasômetro e o armazém A-7.
- Estamos preparando as áreas para aplicação das estruturas do espaço Kids, nivelando área e aplicação de terra para plantar grama, incluindo as bases para postes de iluminação, concretagem da passagem de pedestres - revela o diretor executivo do Embarcadero, Juan Moro.
A partir do início do próximo mês, as empresas que vão instalar suas operações dentro do cais já poderão iniciar a montagem dos seus espaços. O projeto é capitaneado pelas empresas DC Set e Tornak.
Apesar de todas as dificuldades enfrentadas com a realização de obras neste momento, a ideia segue firme em fazer a pré-abertura do novo espaço de lazer em 20 de outubro. A intenção é fazer essa liberação prévia para que os lojistas vão se adaptando às novas operações. Já a inauguração oficial, com a presença de autoridades, está agendada para novembro.
Em junho, o governo do Estado e representantes do Embarcadero assinaram um pré-contrato depois que o Piratini rompeu, em maio de 2019, o contrato com o consórcio que deveria revitalizar a região do Cais Mauá. O contrato final ainda não foi firmado porque o Estado aguarda decisão do governo federal sobre a proposta de redesenho da poligonal de Porto Alegre, como é chamada a área portuária da cidade.
O novo desenho suprime da área portuária da cidade o Cais Mauá e os clubes náuticos situados entre as pontes do Guaíba. Com essa medida, intervenções na área deixariam de passar pela ingerência da Secretaria Nacional de Portos e pelos entraves de uma área com este fim.
Projeto Embarcadero
A proposta tem a intenção de mudar a paisagem em 640 metros da orla do Guaíba, entre a Usina do Gasômetro e o armazém A-7. O projeto pretende oferecer espaços para contemplar o pôr do sol, para prática de esportes, com restaurantes e lancherias, entre outras atrações.
A previsão de ocupação do local feita antes da pandemia projetava de 5 mil a 7 mil pessoas por dia. Aos finais de semana a expectativa de público estimada é de 15 mil pessoas por dia.
Na frente do conjunto de seis galpões, contêineres foram instalados. Neles, seis restaurantes vão oferecer almoço, janta e happy hour. Eles terão capacidade para atender até 700 pessoas. Três marcas já foram divulgadas. São elas: Amicci, 20barra9 e Bah.
Ao lado da área gastronômica, está o beach club. Será uma área para contemplar o rio, com projeção total de até 400 cadeiras dispostas, com serviço de venda de bebida e um mini-palco para shows.
Uma outra área de alimentação do Embarcadero vai oferecer lanches rápidos. Junto a ela haverá também um parque com brinquedos infantis. Três quadras de esportes de areia também estão contempladas no projeto.
Um "mini mall" vai oferecer opções de serviço para os frequentadores. Os artistas locais terão a chamada "esquina das artes". O espaço terá feiras e mostras culturais. O tradicionalismo estará representado na "praça do gaúcho", com comercialização de produtos típicos.
A prainha terá uma arquibancada para as pessoas ficarem sentadas mais perto do Guaíba. O Embarcadero terá ainda banheiros, enfermaria, bicicletário e 600 vagas para veículos em duas áreas de estacionamento.