
O Brasil foi citado três vezes no comunicado escrito feito pela Casa Branca no "Dia da Libertação", como o presidente Donald Trump se referiu a este 2 de abril, quando anunciou o pacotão de tarifas às importações feitas pelos Estados Unidos. O Brasil aparece na parte do texto que coloca que a nova política comercial está "lidando com os desequilíbrios comerciais", nivelando o jogo para empresas e trabalhadores norte-americanos.
A Casa Branca afirma que há disparidades tarifárias injustas e barreiras impostas por países que não são necessariamente com taxas de importação. O etanol do Brasil é citado como exemplo de produto que "por gerações, tira vantagem" dos Estados Unidos: "O Brasil (18%) e a Indonésia (30%) impõem uma tarifa mais alta ao etanol do que os Estados Unidos (2,5%)", cita o texto.
Outro ponto é o mecanismo de "nação mais favorecida" (NMF). O Brasil é posto no texto com uma das maiores taxas médias simples de NMF, acima da China e da Europa e quase quatro vezes a norte-americana: "Os Estados Unidos têm uma das menores taxas tarifárias médias simples de nação mais favorecida (NMF) do mundo, de 3,3%, enquanto muitos dos nossos principais parceiros comerciais, como Brasil (11,2%), China (7,5%), União Europeia (5%), Índia (17%) e Vietnã (9,4%), têm taxas tarifárias médias simples de NMF significativamente mais altas."
Por fim, o Brasil aparece ao lado de Argentina, Equador e Vietnã como países listados pela Casa Branca por restringirem ou proibirem a importação de produtos remanufaturados, diminuindo o acesso ao mercado para exportadores dos Estados Unidos: "ao mesmo tempo em que sufocam os esforços para promover a sustentabilidade ao desencorajar o comércio de produtos como novos e eficientes em termos de recursos. Se essas barreiras fossem removidas, estima-se que as exportações dos EUA aumentariam em pelo menos US$ 18 bilhões anualmente."
* A coluna viajou a Hannover a convite da Fiergs.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Guilherme Jacques (guilherme.jacques@rdgaucha.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
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