
A chance de a tensão econômica provocada pelos Estados Unidos destravar o acordo União Europeia-Mercosul é uma expectativa também do embaixador do Brasil na Alemanha, Roberto Jaguaribe, que deu a entrevista durante a feira industrial de Hannover.
Vai ter acordo?
Quero crer que sim. A Alemanha está determinada e não é um país pequeno, é de longe o mais importante motor da União Europeia. Acho que estamos em boas mãos. O Brasil ser o parceiro da Hannover Messe em 2026 foi uma coincidência muito feliz.
Sente engrenar?
Não tenho termômetro, nem bola de cristal. Eu estou na Alemanha. Se fosse julgar apenas por aqui, não tenho menor dúvida que irá sair. A Alemanha está preparada para pagar um preço, porque você precisa de acomodações internas para atender países que sempre querem alguma coisinha. O futuro primeiro ministro da Alemanha, Friedrich Merz, já incluiu isso no programa de trabalho e falou em discursos públicos inúmeras vezes. Só não vai acontecer se a Europa resolver dar um tiro no pé. O que também não é inédito.
Quais produtos ganham espaço?
Acho que não é mais produto, e sim a capacidade integradora de produção. A capacidade de atrair investimento às cadeias produtivas, com o Brasil tendo matéria-prima e energia barata. Nossas expectativas originais eram para o mercado agrícola. A Europa é altamente protecionista, nunca deixará de ser, mas vai haver uma ampliação de espaço.
Ouça a entrevista na íntegra:
* A coluna viajou a Hannover a convite da Fiergs.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Guilherme Jacques (guilherme.jacques@rdgaucha.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
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