
Mais uma vez o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai antecipar o 13º salário dos aposentados e pensionistas. A primeira parcela será paga em abril, e a segunda, em maio. O benefício é destinado a segurados que recebem aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão da Previdência Social.
O pagamento seguirá o cronograma habitual:
- para quem recebe até um salário mínimo, os depósitos começam no dia 25 de cada mês
- para os beneficiários com valores acima desse patamar, o pagamento será efetuado nos primeiros cinco dias úteis.
A medida gera divergências. Tem quem discorde da antecipação, quem ache que deveria contemplar somente a metade do valor e outros que já contam com o adiantamento, que ocorre desde 2020. Do ponto de vista financeiro, para quem consegue guardar o dinheiro, vale a pena receber antes e deixar em uma aplicação que renda, nem que seja pouquinho.
A preferida do brasileiro é a poupança, que não costuma ser chamada de investimento, diante de sua baixa rentabilidade – pouco mais de 6% ao ano, bem aquém da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 14,25%. Como alternativa, há outras opções acessíveis, tão seguras quanto e com uma possibilidade real de ganho, mesmo em um prazo curto, de cerca de seis meses.
Abaixo, listamos três, indicadas pela planejadora financeira certificada pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar) Rafaela de Sá. Junto, a coluna traz simulações para o investimento de um salário-mínimo por seis meses. A diferença de ganho não é grande, mas pode garantir ao menos um panetone das festas de final de ano.
Tesouro Selic
São títulos que o investidor compra para emprestar dinheiro ao governo. Eles têm rendimento diário e atrelado à Selic, definida pelo Banco Central. É possível comprá-los em bancos parceiros ou pelo Cad&Pag, um sistema integrado com o acesso do Gov.br.
- Valor acumulado em seis meses já descontado o Imposto de Renda: R$ 1.604,19, contra R$ 1.570,38 da poupança. O simulador prevê um valor de venda em determinada data, mas que não é garantido, pois depende do que o mercado estará pagando. Para ter definida a rentabilidade, precisa segurar o título até o vencimento acordado com o governo na hora da compra.
CDB
São os Certificados de Depósitos Bancários (CDB), títulos que, neste caso, são como um empréstimo aos bancos. Em geral, o rendimento também é diário e está atrelado ao CDI, taxa que é referência para remuneração de investimentos e fica muito perto da Selic. Por isso, a orientação é optar por CDBs que rendam 100% ou mais do CDI.
- Valor acumulado em seis meses já descontado o Imposto de Renda e considerando rendimento de 100% do CDI: R$ 1.603,75, contra R$ 1.570,38 da poupança.
Fundo de renda fixa
Em geral, reúnem títulos públicos e privados e têm opções personalizadas de acordo com o banco que os oferece. O rendimento também está atrelado ao CDI, mas, neste caso, há uma taxa de administração cobrada do investidor.
- Valor acumulado em seis meses já descontado o Imposto de Renda (o cálculo levou em conta aqueles que pagam o imposto), considerando rendimento de 100% do CDI e uma taxa de administração de 0,3%: R$ 1.601,49, contra R$ 1.570,38 da poupança.
Renda fixa sem IR
Uma dica extra é o investimento em letras de crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), que são semelhantes ao CDB e têm rendimento isento de Imposto de Renda. Também são fundos de renda fixa. Em contrapartida, há uma carência mínima de nove meses. Ou seja, é preciso deixar o dinheiro rendendo por, no mínimo, este período.
Aproveite também para assistir ao Seu Dinheiro Vale Mais, o programa de finanças pessoais de GZH. Episódio desta semana: o 13º dos aposentados será antecipado pelo INSS?
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Guilherme Jacques (guilherme.jacques@rdgaucha.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
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