
O gol anulado no empate em 0 a 0 do Inter contra o Always Ready foi o grande acerto da arbitragem na noite desta quarta-feira (26) no Beira-Rio. O assistente Julio Fernández foi preciso ao perceber que o zagueiro Victor Cuesta estava adiantado e sinalizou corretamente o impedimento. Esse foi o lance mais difícil em um jogo bem controlado pelo argentino Patricio Loustau.
Importante ressaltar que esse gol anulado simbolizou uma despedida na Libertadores. Isso porque a última partida colorada na fase de grupos também representou para o time gaúcho o fim da etapa sem o uso do VAR na competição. A partir das oitavas, a arbitragem passa a contar com o auxílio do recurso eletrônico.
Isso representa também uma mudança de comportamento para todos os integrantes do espetáculo. Os jogadores precisam ter mais atenção em atitudes fora da disputa de bola e evitar as simulações. Os árbitros entram em campo sabendo que têm uma carta na manga em caso de aperto.
Entretanto, talvez o maior impacto seja no trabalho dos assistentes. Até agora, eles tinham a determinação de marcar as infrações imediatamente. A partir de agora, sempre que houver a possibilidade de gol, eles devem esperar a sequência da jogada para levantar a bandeira somente no desfecho do lance.
A partir de agora começa uma nova Libertadores. É a hora em que todos precisam trocar o chip para uma competição com VAR.