
Ninguém tem dúvidas de que o Gre-Nal é um jogo diferente. O duelo gaúcho não precisa ser explicado. Ainda assim, por mais óbvia que possa parecer, essa informação precisa estar clara para um dos protagonistas do espetáculo: o árbitro.
Se o responsável pelo apito, especialmente quando vem de fora do Rio Grande do Sul, chegar aqui achando que terá pela frente um clássico qualquer, a tendência muito grande é de que as coisas não terminem bem.
Esse talvez seja o principal ponto positivo pela escolha do paulista Luiz Flávio de Oliveira para comandar o duelo entre Inter e Grêmio, neste domingo (24), às 16h, no Beira-Rio, pela 32ª rodada do Brasileirão. Além de ser extremamente experiente, o juiz de 43 anos não será um estreante no Gre-Nal 429.
Ele esteve em campo no clássico número 403. Na oportunidade, o Grêmio venceu por 4 a 1 e terminou em confusão generalizada depois de uma discussão iniciada por Alán Ruiz e D'Alessandro.
Fazendo uma analogia com o momento atual, é como se o Gre-Nal já apitado por Luiz Flávio de Oliveira representasse que o juiz está "vacinado" para um jogo com esse peso. E é justamente isso que ressalto como fator determinante para que a arbitragem possa entrar em campo mais ligada do que nunca.
Outro ponto que ressalto sobre a escolha da arbitragem é que a postura de Luiz Flávio em campo tem tudo para ser favorável ao bom andamento do jogo. Tranquilidade, firmeza e bom comando disciplinar são coisas fundamentais para que um Gre-Nal extremamente decisivo possa terminar bem.